Agressões contra crianças e adolescentes chegam a quase 120 mil

Agressões contra crianças e adolescentes chegam a quase 120 mil - Portal  Roma News

No data em que se comemora o Dia da Criança (12), o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) divulgou que o Brasil alcançou a marca de 119,8 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes entre os meses de janeiro a setembro deste ano. Os números são do Disque 100. No ano passado inteiro o total de denúncias chegou 153,4 mil.

Em cerca de 66% dos casos, a agressão ocorre dentro de casa (79.872). De acordo com o levantamento, a agressão vem principalmente dos pais:  51.293 das agressões foram praticadas pela mãe e 20.296 pelo pai. O levantamento não especifica o tipo de agressão sofrido. 

Especialistas apontam alguns sinais para identificar se uma criança está sendo abusada. Confira os principais deles:

“É um número muito alto. Precisamos dar um basta na violência, principalmente contra crianças e adolescentes, que são o futuro da nossa nação. Para vencer essa situação, devemos denunciar os casos, cobrar ação das autoridades responsáveis e conscientizar as famílias”, destaca a ministra Damares Alves.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) tem diversos canais para que qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes possa ser denunciada.


Sobe para 29 número de mortos na operação do Jacarezinho

Sobe para 29 número de mortos na operação do Jacarezinho

(Bahia Notícias)O número de mortos no operação na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, subiu para 29, de acordo com o governo do Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Civil, 26 dos 28 civis mortos tinham registro na ficha criminal. De acordo com o governo, a nova vítima, que morreu no hospital, é o policial civil André Frias.
 

A Polícia Civil ainda não divulgou a identificação das vítimas do massacre do Jacarezinho. Apenas Omar Pereira da Silva e três alvos de mandados de prisão (Isaac Pinheiro de Oliveira, 22, Romulo Oliveira Lucio, 20 e Richard Gabriel da Silva Ferreira, 23) foram confirmados oficialmente como vítimas da matança.
 

Esta foi a operação mais letal da história do Rio de Janeiro, deixando 29 mortos —além dos 27 civis, dois policiais também morreram.
 

A ação teve como alvos 21 réus sob acusação de associação ao tráfico. A denúncia contra eles tem como base fotos publicadas em redes sociais em que aparecem armados. Apenas três dos mortos eram alvos dos mandados de prisão expedidos pela Justiça. Outros três foram presos, segundo a polícia.
 

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INSS prorroga atendimento remoto até 11 de setembro

inss_agenciaO Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) prorrogou o atendimento aos segurados e beneficiários, exclusivamente por canais remotos, até o dia 11 de setembro. A retomada do atendimento presencial nas agências da Previdência deve ocorrer em 14 de setembro. A decisão, anunciada ontem (21), será publicada na segunda-feira (24) em portaria conjunta do INSS e da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Para acessar os serviços, os segurados e beneficiários devem utilizar os canais Meu INSS, pela internet, e Central 135, pelo telefone. Segundo o INSS, essas formas de atendimento continuarão sendo utilizadas mesmo após a reabertura das agências e serão adotadas medidas para simplificação dos procedimentos e a ampliação do prazo para cumprir exigências.

A suspensão do atendimento nas unidades ocorreu em março em razão da pandemia de covid-19 e, desde então, o INSS e o Ministério da Economia vem prorrogando o atendimento remoto. De acordo com a última portaria, publicada em julho, a reabertura estava prevista para a segunda-feira (24).

Quando acontecer, segundo o INSS, a retomada deverá ser gradual e o atendimento com agendamento prévio pelos canais remotos. A reabertura considerará as especificidades das 1.525 agências da Previdência Social em todo o Brasil. Aquelas que não reunirem as condições mínimas de segurança sanitária continuarão em regime de plantão reduzido para tirar dúvidas.(Agencia Brasil)


“O Brasil é e sempre foi racista”, diz Miriam Leitão

Lula ganhou o debate. Opinião, acredite, de Miriam LeitãoA jornalista Miriam Leitão assumiu uma posição importante no jornal O Globo, do grupo Globo, cujo diretor de jornalismo, Ali Kamel, defende a tese de que o Brasil não é um país racista. Miriam discorda frontalmente. “O Brasil é racista. Sempre foi. O racismo é complexo, é durável, produz violência e exclusão. Para permanecer, ele nega a própria existência e diz que a sociedade aqui sempre foi diferente da dos Estados Unidos”, diz ela, em sua coluna.

“No Brasil as estatísticas mostram quem é o alvo principal da violência policial: jovens negros do sexo masculino. Pelo último Atlas da Violência, 75% dos assassinatos são de indivíduos negros. Enquanto a taxa de homicídios de brancos caiu de 37,5 por 100 mil habitantes para 30, entre 2000 e 2017. A de negros subiu de 57,7 para 82”, lembra ainda a jornalista.

“Os números da educação e do trabalho trazem as cicatrizes das inúmeras formas de exclusão das pessoas pretas e pardas no Brasil. Não ver o que salta aos olhos é uma das táticas do racismo à brasileira”, finaliza. (Brasil 247)


Quem não realizou prova de vida do INSS tem até janeiro para se apresentar

Segurados do INSS que recebem por meio de conta-corrente, conta poupança ou cartão magnético, devem comprovar, anualmente, que estão vivos. O órgão diz, que isso serve para dar mais segurança ao cidadão e ao Estado brasileiro, pois evita fraudes e pagamentos indevidos de benefícios.

Quando for requisitado para a prova de vida é bom não perder tempo. Em todo o país 3.447.909 segurados tiveram que se apresentar até julho e 372.841 tiveram os benefícios bloqueados. Na Bahia foram 294.243 segurados chamados para prova de vida e 25.260 tiveram os benefícios bloqueados. Eles têm o prazo até janeiro de 2020 para não terem os benefícios cessados.

De acordo com a Assessoria do INSS “como regra geral, o procedimento deverá ser realizado todos os anos pelo próprio beneficiário, na instituição bancária em que recebe seu benefício. Existem bancos que utilizam a data do aniversário da pessoa, assim como há os que convocam o beneficiário no mês anterior ao vencimento da fé de vida.”


Na Espanha, Rui busca parcerias na área social e novos investimentos para o Estado

rui_espanha_centromenores_08_11_2018Em missão internacional na Espanha, o governador Rui Costa participa, nos próximos dias, de reuniões de trabalho em Madri e Barcelona para estabelecer parcerias e cooperação técnica nos segmentos social, imobiliário e turístico visando atrair novos investimentos para o Estado.

O primeiro compromisso do governador aconteceu nesta sexta-feira (9), em Madri, no Complexo de Atendimento Socioeducativo Teresa de Calcuta, com representantes da Associação para Gestão da Integridade Social – Ginso, organização sem fins lucrativos responsável pelo gerenciamento do Sistema Socioeducativo do país.

O governo baiano quer estabelecer uma Parceria Público-Privada (PPP) com a Ginso para construção e gestão compartilhada de uma Comunidade de Atendimento Socioeducativo – CASE na Bahia. Rui visitou as dependências do complexo socioeducativo em companhia dos representantes da organização para conhecer de perto as ações desenvolvidas pela entidade. “Vamos nos inspirar no que dá certo lá fora e fechar parcerias para trazer a experiência do modelo espanhol para a Bahia, inclusive na gestão de centros de internamento de menores infratores”, escreveu o governador em sua página oficial no Facebook.


Unicef pede que debate eleitoral priorize crianças e adolescentes

criancasOs direitos das crianças e dos adolescentes precisam ocupar um espaço prioritário nas eleições de 2018, defendeu hoje (22) o Fundo das Nações Unidas para as Crianças e Adolescentes (Unicef), que divulgou uma pauta de desafios e ações consideradas necessárias para obter avanços em áreas como saúde, educação e segurança.

O documento deve ser enviado ainda hoje para todos os candidatos à Presidência da República, e o fundo buscará encontrar os políticos para tratar das propostas. Em um segundo momento, o mesmo deve ser feito com os candidatos aos governos estaduais e do Distrito Federal.

A representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, avaliou que o país teve muitos avanços nos últimos anos, mas vive um cenário em que é preciso impedir retrocessos e responder a problemas que vêm se agravando, como a violência e a obesidade infantil. Mesmo nos avanços obtidos, como o acesso à educação, a redução da pobreza e da desnutrição, Florance avalia que é preciso combater desigualdades.

“O Brasil teve avanços impressionantes na educação, desnutrição crônica, e, ao mesmo tempo, a gente sabe que muitas crianças e adolescentes ficaram para trás”, ponderou ela. que pede que os brasileiros avaliem as propostas de seus candidatos para crianças e adolescentes e priorizem esse tema na hora definir o voto.

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Campanha marca o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil

trabalho_infantilHoje (12), no Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) lança a campanha Não proteger a infância é condenar o futuro, uma parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O foco são as modalidades chamadas de “piores formas” de trabalho, como tarefas relacionadas à agricultura, atividades domésticas, tráfico de drogas, exploração sexual e trabalho informal urbano. Em razão dos riscos e prejuízos, o emprego de meninos e meninas nessas tarefas é proibido até os 18 anos.

Nas demais situações, o trabalho é permitido a partir dos 16 anos, sendo possível também a partir dos 14 anos caso ocorra na função de aprendiz.

De acordo com a assessora do fórum, Tânia Dornellas, mais de 2 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalham no Brasil. “Qual o futuro que essas crianças vão ter? Uma criança que trabalha não tem a mesma concentração e energia que precisa para estudar. Só o fato de o Estado não garantir educação pública de qualidade para todos já é uma agressão. Quando aliado à iniciação precoce ao trabalho, você condena essas crianças”, afirmou.

A consequência é a falta de competência e qualificação necessárias para inserção no mercado de trabalho e, provavelmente, aposentadoria precoce devido às sequelas adquiridas, ligadas às atividades de risco.(Agência Brasil)


Campanha Natal sem Fome é retomada depois de 10 anos

A campanha Natal sem Fome foi relançada neste domingo (15) 10 anos depois de sua última edição. A tradicional campanha, promovida pela organização não governamental (ONG) Ação da Cidadania e criada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, tinha sido encerrada há 10 anos devido à redução da miséria no país.

Segundo o presidente do Conselho da Ação da Cidadania e filho de Betinho, Daniel de Souza, a ação foi retomada para que,o Brasil não retorne ao Mapa da Fome das Nações Unidas, no qual o país deixou de figurar em 2014. O mapa é um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) que mostra onde vivem os milhões de pessoas que ainda passam fome no mundo.

Em julho, um relatório elaborado por cerca de 40 entidades da sociedade civil sobre o desempenho do Brasil no cumprimento dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU trouxe um alerta quanto ao risco de o país voltar a figurar no próximo Mapa da Fome.

Daniel de Souza disse que a campanha é  necessária por causa do aumento da pobreza e da vulnerabilidade social, que são o resultado da crise econômica que vem atingindo o país nos últimos anos. Ele ressaltou que todo mundo está sendo convocado para uma campanha que se pensava que nunca mais precisaria ser feita. “A gente se alegra com a solidariedade, com a disposição de todo mundo de participar, de arregaçar as mangas e de lutar contra a fome, mas, ao mesmo tempo, tem um gosto muito amargo porque achou que essa batalha a gente já tinha vencido”, afirmou. (Agência Brasil)


Deputado sugere união e resistência de povos tradicionais contra governo Temer

galo iO presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa, deputado Marcelino Galo, sugeriu, durante o o 1° Acampamento dos Povos Indígenas do Sul da Bahia, que acontece até hoje  (24) em Ilhéus, que os povos indígenas, a população quilombola, trabalhadores do campo, pescadores e marisqueiras, acampados e assentados da reforma agrária se unam, em ações coordenadas de resistência, contra o desmonte estrutural de políticas publicas, de Direitos e conquistas sociais e trabalhistas históricas promovido por Michel Temer com o apoio de partidos como DEM, PMDB e PSDB.

Na avaliação do parlamentar, as medidas adotadas pelo Palácio do Planalto em conjunto com o Congresso Nacional visam atender os interesses “mais espúrios da bancada ruralista, um dos braços do golpe parlamentar de 2016″. Galo considera que a violência contra os povos e comunidades tradicionais foi agravada desde o ano passado. Ele acrescenta, por exemplo, que medidas que restringem drasticamente os direitos dos povos indígenas no Brasil à terra vai elevar o conflito agrário.

“Vivemos um momento de ataques, de desmonte estrutural e civilizatório. Os golpistas tomaram o poder central de assalto, e precisam garantir o lucro fácil do capital financeiro e dos ruralistas. Estão unidos por um projeto de exclusão, marginalização e espoliação do povo brasileiro, seja com as reformas da previdência e trabalhista, com o congelamento doIMG-20170922-WA0022s gastos públicos por 20 anos ou com o desmonte de politicas públicas fundamentais à agricultura familiar, à população quilombola, à reforma agrária e aos povos indígenas. Contra esse conjunto de ações dos usurpadores, a única saída é a luta popular, é a união, mobilização e resistência democrática dos povos e comunidades tradicionais. É preciso ocupar as ruas”, enfatizou Marcelino Galo, recordando que apenas em 2017 o governo Michel Temer, através da renúncia fiscal a grandes empresários, abriu mão de R$ 400 bilhões.

“É um governo usurpador, ilegítimo, essencialmente corrupto, impopular e vergonhoso. Se não aceitamos ele e nenhum direitos a menos, temos que lutar nas ruas, unidos, contra Temer e o que representa seu consórcio de golpistas”, pontuou o parlamentar, que esteve ao lado de lideranças indígenas, como Cacique Babau e Kânhu Pataxó, e de movimentos sociais.