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Produção coletiva fortalece mulheres de Fundo de Pasto no semiárido baiano

Mulheres de Fundo de Pasto no semiárido baianoO Grupo de Mulheres Defensoras da Caatinga, formado por moradoras das comunidades de Fundo de Pasto Mangabeira e Paranazinho, no município de Mirangaba, encontrou na produção coletiva um caminho para produzir alimentos saudáveis, preservar o bioma e gerar renda de forma agroecológica. A iniciativa reúne 12 mulheres que atuam em áreas de policultivo, com o cultivo de frutíferas, hortaliças, verduras e mudas nativas, fortalecendo a segurança alimentar e o trabalho comunitário.

A iniciativa surgiu a partir de diálogos com as mulheres, mediados por técnicos da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), e ganhou força com os investimentos do Governo do Estado, por meio do Assessoramento Técnico Continuado (ATC). As ações incluíram a estruturação das áreas produtivas, com a construção de cisternas tipo telhadão para captação de água da chuva, aquisição de mudas, implantação de sistema de irrigação e parceria com a prefeitura municipal para reativação de poço artesiano.
Com o fortalecimento da organização coletiva, o grupo passou a garantir maior diversidade alimentar para suas famílias, além de gerar renda por meio da comercialização dos produtos na própria comunidade e também por meio de políticas públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Dona Veraneide Lima também celebra os resultados do trabalho coletivo. “Essa foi a primeira roça coletiva aqui na Mangabeira, foi a mãe de todas! Foi a partir dela que a comunidade avançou. Tudo começou quando o Governo do Estado olhou pra gente e nos apoiou. Hoje temos água, sistema de irrigação, temos tudo que precisamos para produzir, alimentar nossas famílias e gerar renda.”

Além da produção, o trabalho das Defensoras da Caatinga também se destaca pela atuação na defesa do bioma, do território e das comunidades de Fundo de Pasto, fortalecendo o protagonismo das mulheres rurais.

“A nossa área e o trabalho que desenvolvemos aqui são fundamentais para o território, para as comunidades de Fundo de Pasto e para nós mesmas. Aqui carregamos um sentimento de poder. As mulheres vão ganhando força, não só na comunidade, mas também na cidade e no estado. Essa é a nossa luta!”, destaca a agricultora Antonieta de Jesus.

A experiência das Defensoras da Caatinga integra a estratégia do Governo da Bahia voltada à preservação da caatinga, à valorização do trabalho das mulheres no campo e à promoção da geração de renda no semiárido. Repórter: Aline Queiroz/ CAR – Setaf Jacobina

Fonte Ascom/CAR


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