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Métodos de Valoração Econômica para Unidades de Conservação da Bahia são discutidos pela Sema, UESC e UFBA

valoracao-economica-para-unidades-de-conservacao-da-bahiaEm parceria com as universidades Estadual de Santa Cruz (UESC) e Federal da Bahia (Ufba), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), por meio de recursos do Fundo Estadual de Recursos do Meio Ambiente (Ferfa), está desenvolvendo um projeto de valoração de recursos naturais em áreas protegidas. O projeto busca identificar e valorar serviços ambientais prestados pelas Unidades de Conservação, como sequestro de carbono e o custo evitado de tratamento de água, entre outros.

De acordo com o professor Jaenes Miranda Alves (UESC), “o objetivo é estimar o valor econômico de bens e serviços ambientais ofertados no Parque Estadual das Sete Passagens (PESP), Parque Estadual da Serra do Conduru (PESC) e Parque Estadual da Serra de Montes Altos.”

Dentre as ações previstas na parceria, serão realizados estudos da valoração econômica pela teoria da disposição a pagar (DAP) da população do entorno das UCs (método que consiste no estabelecimento de um mercado hipotético em que indivíduos são questionados sobre “bens e serviços” ambientais e sua disposição a pagar por eles); cálculo do sequestro de carbono nos parques; estudo hídrico e estimativa do custo evitado de tratamento de água; além de um exemplo de cálculo do ICMS Ecológico (potencial), caso os municípios do entorno adotassem esse mecanismo.

No mês de abril, a Sema realizou um encontro com a equipe técnica da UESC e da UFBA, além dos consultores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para apresentar os produtos já elaborados nesse projeto. Os consultores da Embrapa, Sérgio Tosto e João Mangabeira,  apresentaram o estudo de carbono estocado nas Unidades de Conservação com diferentes biomas.

Para a coordenadora de Programas e Projetos de Biodiversidade e Florestas da Sema, Luciana Santa Rita, “o projeto busca identificar e valorar estes serviços, como forma de ampliar a compreensão da população sobre a importância das Unidades de Conservação (UCs), e fomentar o conceito de que as UCs não são ônus para o Estado, mas investimentos com retornos e vantagens mensuráveis economicamente”.


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