Empresários debateram iniciativas para o desenvolvimento de Itabuna e região

Ronaldo Abude FOTO VIVIANE CABRAL

A necessidade de desenvolver um ambiente empreendedor em Itabuna foi o tema principal debatido na tradicional Reunião Ordinária da ACI, nesta segunda-feira, 16. O assunto é também um dos principais objetivos traçados pela entidade na construção do seu Planejamento Estratégico, tendo em vista alguns dados apontados pelas seguintes instituições: IBGE, Sefaz e Caged.

Em uma pequena pesquisa realizada pela classe empresarial, verificou que, de acordo com dados do IBGE de 2015, a cidade de Itabuna está em 5º lugar como a cidade mais populosa da Bahia, com 219 mil habitantes. Porém, quando é comparada com outras cidades, no que diz respeito a sua evolução, desde 1991, mostra que o crescimento populacional não acompanhou o ritmo de outras cidades do interior.

No parâmetro de arrecadação, a Secretaria da Fazenda da Bahia apontou que, em 15 anos Itabuna saiu de 7º maior gerador de ICMS e passou a ser o 9º, com R$ 128 milhões arrecadados no período de janeiro a setembro deste ano. Esse valor é o menor registrado desde 2010, quando a cidade arrecadou R$ 161 milhões.

No que diz respeito a empregos em Itabuna, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged registrou um déficit de 1.653 postos de trabalho na comparação de janeiro de 2015 (42.201) e 30 de setembro de 2015 (40.548). Nesse período o comércio local sofreu uma queda de 509 postos de trabalho, contra 140 em 2014.

De acordo com o presidente da ACI Ronaldo Abude, os dados classificam a cidade de Itabuna como um cenário bastante desfavorável para atração de investimentos estruturantes. “No entanto, nós temos que insistir e persistir na busca de um ambiente empreendedor para nossa cidade. Se não tivermos um ambiente favorável será difícil desenvolver parcerias eficazes”, destacou.(Por Viviane Cabral)


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