Quando a chuva cai

Josivaldo_perfil_facePor Josivaldo Dias

Baldes, tampas, tonel, litro, bacia, e tantos outros equipamentos tem passado pelas mãos e braços dos itabunenses e de pessoas de outras municípios do Sul da Bahia, para aproveitar cada segundo da chuva que molha a terra desta região desde sábado, 02 de julho.

Cem litro, duzentos, quatrocentos… São tantos os relatos de quem aproveita com entusiasmo cada gota de água caída do céu depois de tantos meses sem um pingo de chuva, que só o tempo para explicar. Muita gente nem ligou para as pingueiras de dentro de casa, onde a quase a um ano não se via, e nem se quer lembrava mais que tinha.

A música instrumentada pela chuva e cantada pelos baldes em constantes movimentos, faz o corpo ensopar e os cabelos balançar, para não perder uma gota. É uma dádiva divina. Ou melhor, pode ser o mundo real da escassez vivido na essência.

O sofrimento de tentas famílias pela busca incensante e diária pela água doce, e as notícias ruim do que deveria ter sido feito a décadas e não se fez, tem seu momento de paz. Mesmo sabendo que ainda não dar para chegar ao mar, a pouca água que cai na terra onde sobrou cacau para alguns, e Jorge Amado inspirou suas inscritas, dar uma alivio que acalma a alma pisar no chão molhado. Só Deus mesmo!

Josivaldo Dias é economista e blogueiro.


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