A crise e a sua parcela de culpa

Rafael_perfilRafael Bertoldo  [email protected]

O atual momento de efervescência política, econômica e social vivenciado pelo Brasil nos coloca face a diversos questionamentos: será que a corrupção tem solução em nosso país? Qual a função da mídia? Todos os partidos estão envolvidos em escândalos? Por que somos tão intolerantes e odiosos com a opinião do outro? Há saída…?

Compreender o momento do país requer um resgate histórico das raízes de construção dos alicerces de nossas instituições públicas. Somos um país com histórico de colonização e exploração, enriquecíamos a coroa portuguesa, e formamos Instituições aparelhadas com parentes, amigos, favores, corrupção e patriarcalismo.

Qualquer semelhança com a atualidade não é mera coincidência. Bom, uma análise mais profunda e criteriosa pode ser feita por estudiosos da temática. Voltemos ao presente.

Convém não deixarmos que o complexo de vira-latas nos envolva, vale salientar uma famosa passagem: “embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora  e fazer um novo fim”. Essa é tarefa de todos nós, brasileiros. Fazer um novo final.

Enquanto o congresso se ocupa plenamente com a crise política, importantes projetos de leis e iniciativas de combate a pobreza, desigualdade e violência estão obstruídos. A agenda de um país está aguardando a crise política encontrar o antídoto para a sua própria lepra. O caso da Samarco, por exemplo, de ignóbil vilã ambiental tornou-se coadjuvante, posta na antessala de espera.

Solução para um governo que tenha corruptos, adote medidas econômicas impopulares, e tenha péssima gestão, não é impeachment. É a urna.

A mídia tem um papel absolutamente importante neste processo. Ela veicula a informação até o indivíduo, porém o faz, com parcialidade e eivada de claros e evidentes interesses. Atrelado a essa corrompida função, está o manipulável telespectador que acredita em qualquer fonte, sem compromisso com a verdade. Quase tudo que se vincula, bastando ter simpatia com a opinião do indivíduo, sem filtro, é curtido, comentado e compartilhado. Tenhamos mais critério e criticidade!

Num cenário radicalmente polarizado (direita e esquerda), onde o ódio é semeado e cresce, vertiginosamente, como o pé de feijão de João e Maria. Há saída…? Há sim!

A saída é a sua honestidade! É não ser corrupto, nem corromper! É melhorarmos a matéria-prima deste país, o povo! É devolver o troco que veio a mais! É respeitar o espaço do seu vizinho! É pedir desculpas quando couber e agradecer quando convier! É dizer a verdade! É ser educado, e educar…

“…se não podemos mudar o começo…podemos  começar agora e mudar o final!”.

Rafael Bertoldo é Economista e Especialista em Gestão Pública Municipal.


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